Hoje passamos a maior parte do dia rodando entre Hungria e Eslováquia. Saímos cedo de Budapeste partindo em direção novamente a Bratislava, capital eslovaca. Continua fazendo um calor absurdo aqui, sem tregua nem sombra.
Chegamos em Bratislava e visitamos a cidade, que também é banhada pelo Danubio e já foi capital da Hungria, quando recebia o nome de Poszony, chamada assim ainda por alguns. Fez parte do Reino da Hungria, entre os séculos XI e XIV para, mais tarde, integrar o Império Austro-Húngaro, até a IGM. Em 1919 tornou-se a antiga Tchecoslováquia, que foi dividida novamente depois de mais de 40 anos de domínio comunista para transformar-se nas atuais Rep. Tcheca e Eslováquia.


A cidade de Bratislava ainda é desconhecida dos turistas e pouco visitada. Faz parte dos roteiros mais exóticos e não possui, nem de longe, a grandiosidade de cidades como Budapeste e Praga. Mas é extremamente charmosa, e ainda conservas as tradições e hábitos eslavos desta região dos Cárpatos que vive, basicamente, da agricultura e exploração de alguns minérios.
Possui, ainda, um importante Castelo, cuja construção iniciou-se no século X, e foi reconstruido algumas vezes depois das avarias sofridas decorrentes de guerras. Fica em uma colina, num ponto de visao panoramica da cidade. Enfim, vale a pena passar ao menos um dia nesta ainda timida cidade da Europa Oriental.
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O caminho, apesar de longo, foi pontuado por paisagens muito belas, passamos por povoados e vilarejos tipicos da Eslováquia e Polônia, com suas casinhas tradicionais e muitas vegetação e flores.

O destino agora é Cracóvia, capital da provincia de MałoPolska - Pequena Polônia e, também, capital cultural da Polônia. O nosso guia desta parte leste da excursão é italiano, mas mora em Oświęcim (Auschwitz em polonês). Amanhã, quando fizermos a visita pela cidade ele nos contará a história marcada por guerras da Polônia, que esteve sob o domínio de várias nações por quase 500 ininterruptos anos.
Chegamos em Cracóvia, após atravessar a região da Silésia, que está dividida entre Alemanha, Rep. Tcheca e Polônia, onde está localizada 80% de sua extensão. Esta regiao foi de enorme importância econômica e industrial pois possui enormes minas de carvão. Hoje, as industrias movidas a carvão estão quase todas inativas, restando apenas algumas permitidas pela Uniao Europeia.
Estamos hospedados no Hotel Cracóvia, o mais famoso da Polônia, por ter sido o mais luxuoso hotel comunista do país. Porém, de luxo comunista, pouco se pode esperar. O estilo arquitetonico é aquele mesmo caixotão cinza do tempo dos vermelhos, com poucos detalhes mais ostensivos. A localização é excelente, a menos de 10 minutos a pe da Stare Miasto - a cidade antiga.
Depois de chegarmos fomos entao à praça, comer qualquer comidinha polaca, pois vale muito a pena aproveitar a culinaria e os bons preços que a Polônia ainda oferece. Comemos pierogui de carne e uma sopa polonesa que jamais lembrarei o nome...com linguiça, ovos...bem pouco bomba!
Também tomamos um chopp típico polonês, chamado Tyskie. Aqui, ao contrário de Praga e Berlim, nao havia estrutura publica para os jogos da Eurocopa, que assistimos na tv do restaurante, ajudando os polacos a torcer pela Turquia...pobres otomanos!

Aqui consegui novamente uma conexaozinha pirata. Amanhã é o ultimo dia de Europa do leste, e sexta partiremos para França.
(hj prestei atenção bem direitinho nas aulas do nosso guia, Diego, que é italiano, mora na Polônia, fala ingles com o motorista, polones com o guia de Belgrado e ainda finlandes e espanhol, até onde eu sei :D)
(andré, hj ele falou mesmo que a lingua magiar é única, com traços de semelhança com o finlandes e o esloveno, acho eu!)